Esse momento tem sido muito importante para encontrar respostas e re-encontrar algumas essências.
Um filho muda tudo. Muda a rotina, muda a relação, muda o padrão de sono mas principalmente, muda a referência.
Com toda essa mudança, cada vez tenho mais certeza de que fiz as escolhas certas, escolhas essas que me fazer ser mais eu.
Seja assim, alguns kilos a mais... mas ainda eu!
"A vida é igual em toda a parte e o que é necessário é a gente ser a gente."
Clarice Lispector
Aiamotaracaratu
A incrível arte de ser...
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
domingo, 1 de agosto de 2010
E cresce...
Depois de um sábado vivenciando paixões ao lado de pessoas apaixonantes...
O que é a paixão?
É um estado, é algo que te toma de assalto, que se apodera de você, que te agarra pelos ombros, que não conhece pausa, que não tem origem. Na verdade, não se sabe de onde vem. A paixão simplesmente vem. É um estado sempre móvel, mas que não vai em direção a um ponto dado. Há momentos fortes e momentos fracos, momentos em que é levada à incandescência. Ela flutua. Ela balanceia.
É uma espécie de instante instável que se persegue por razões obscuras, talvez por inércia. Ela procura, ao limite, manter-se e desaparecer. A paixão se dá todas as condições para continuar e, ao mesmo tempo, para se destruir a si própria. (Michel Foucault)
O que é a paixão?
É um estado, é algo que te toma de assalto, que se apodera de você, que te agarra pelos ombros, que não conhece pausa, que não tem origem. Na verdade, não se sabe de onde vem. A paixão simplesmente vem. É um estado sempre móvel, mas que não vai em direção a um ponto dado. Há momentos fortes e momentos fracos, momentos em que é levada à incandescência. Ela flutua. Ela balanceia.
É uma espécie de instante instável que se persegue por razões obscuras, talvez por inércia. Ela procura, ao limite, manter-se e desaparecer. A paixão se dá todas as condições para continuar e, ao mesmo tempo, para se destruir a si própria. (Michel Foucault)
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O dia 21 de julho
Hoje meu pequeno completa 3 meses.
Hoje meu amor completa 29 anos.
Hoje eu completo 90 dias de dedicação total a eles.
Hoje me dei conta que era isso o que faltava para eu me sentir completa e realizada.
"Se eu olhar pra trás
Verei na minha estrada
As curvas e atalhos
Onde às vezes me perdi
Onde eu também achei
O meu maior presente
Aquele que eu guardo
E vivo a cada amanhecer
Foi você quem deu
Ou quem soube ao menos me mostrar
Uma imensidão de cores no olhar
Foi você quem leu
O que já estava escrito em mim
E me ajudou a descobrir
O amor que hoje eu levo
Dentro do meu peito
É o meu maior presente
O amor que me faz cantar
Que me leva a qualquer lugar
O amor"
(Ivete Sangalo)
Hoje meu amor completa 29 anos.
Hoje eu completo 90 dias de dedicação total a eles.
Hoje me dei conta que era isso o que faltava para eu me sentir completa e realizada.
"Se eu olhar pra trás
Verei na minha estrada
As curvas e atalhos
Onde às vezes me perdi
Onde eu também achei
O meu maior presente
Aquele que eu guardo
E vivo a cada amanhecer
Foi você quem deu
Ou quem soube ao menos me mostrar
Uma imensidão de cores no olhar
Foi você quem leu
O que já estava escrito em mim
E me ajudou a descobrir
O amor que hoje eu levo
Dentro do meu peito
É o meu maior presente
O amor que me faz cantar
Que me leva a qualquer lugar
O amor"
(Ivete Sangalo)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Para meus amores
Queria abrir meu coração contar verdades sobre mim
Parar de me sentir tao só sair um pouco e descobrir
Que vale mais, correr atras de um sonho
e ver o lado bom, tentar sorrir e ser feliz!
Eu vou mostrar voce é meu sonho bom
Realizar as coisas que pensei pra nós
Te dar a mao deixar o tempo nos levar
E viajar, e viajar....
(Ivete Sangalo)
quarta-feira, 14 de julho de 2010
O que nos fizeram acreditar
Fizeram-nos acreditar que o amor mesmo, amor a sério, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não nos contaram que já nascemos inteiro, que ninguém na nossa vida merece carregar a responsabilidade de completar o que nos falta. Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um" - duas pessoas pensando igual, agindo igual - que era isso que funcionava.
Só não nos contaram que isso tem nome - anulação. Que só sendo indivíduo com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados a marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas, não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes e que podemos tentar outras alternativas. Também não nos contaram que ninguém vai nos dizer isto.
Cada um vai ter que descobrir sozinho e aí, quando tiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém.
Recebi esse texto dizendo que é de autoria de John Lennon.
Quando li me identifiquei com todas as frases que dizem sobre o que nos fizeram acreditar e parei para pensar o quanto de conservas culturais nos são passadas de maneira involuntária e que, somente a experiência pode desfazê-las.
Essa quebra de conservas a partir da nossa vivência é que permite a espontaneidade-criatividade e torna possível os re-encontros com nós mesmos e, a partir daí, com o outro.
Não é fácil. Dói. Mas é extremamente compensador.
Não nos contaram que o amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram-nos acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não nos contaram que já nascemos inteiro, que ninguém na nossa vida merece carregar a responsabilidade de completar o que nos falta. Nós crescemos através de nós mesmos. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável.
Fizeram-nos acreditar numa fórmula chamada "dois em um" - duas pessoas pensando igual, agindo igual - que era isso que funcionava.
Só não nos contaram que isso tem nome - anulação. Que só sendo indivíduo com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram-nos acreditar que o casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram-nos acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram-nos acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados a marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas, não dão certo, frustram as pessoas, são alienantes e que podemos tentar outras alternativas. Também não nos contaram que ninguém vai nos dizer isto.
Cada um vai ter que descobrir sozinho e aí, quando tiveres muito apaixonado por ti mesmo, vais poder ser muito feliz e apaixonares-te por alguém.
Recebi esse texto dizendo que é de autoria de John Lennon.
Quando li me identifiquei com todas as frases que dizem sobre o que nos fizeram acreditar e parei para pensar o quanto de conservas culturais nos são passadas de maneira involuntária e que, somente a experiência pode desfazê-las.
Essa quebra de conservas a partir da nossa vivência é que permite a espontaneidade-criatividade e torna possível os re-encontros com nós mesmos e, a partir daí, com o outro.
Não é fácil. Dói. Mas é extremamente compensador.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Fernando Pessoa me fez refletir: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
A travessia de ser mãe iniciou o processo, como diria Pessoa, de deixar de "ficar à margem de mim mesma" e, no meio da licensa maternidade começa a ser inevitável pensamentos do que virá depois.
A travessia de ser mãe iniciou o processo, como diria Pessoa, de deixar de "ficar à margem de mim mesma" e, no meio da licensa maternidade começa a ser inevitável pensamentos do que virá depois.
São duas forças que puxam contrárias: a roupa pequena e apertada pedindo para ser doada e um caminho longo e ensolarado, porém desconhecido.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Aprendendo a ser mãe
Para que cada encontro seja único, revelador e intenso; para que o encontro atual não seja pura e simplesmente uma repetição do anterior é importante olhar nos olhos a cada encontro, receber as mensagens que o outro nos envia, verbal e não verblamente, perceber quando o outro nos autoriza a entrar em sua vida, para que os tímidos aprendam a avançar e os insensíveis aprendam a respeitar o outro, para que nossas carícias não sejam dadas em vão, nós temos infinitos tipos de carícias para dar, nós temos infinitas maneiras de dar carícias, é uma questão de estar junto ao outro, e de treinar. (Roberto Shinyashiki)
Assinar:
Postagens (Atom)
