terça-feira, 29 de junho de 2010

Fernando Pessoa me fez refletir: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

A travessia de ser mãe iniciou o processo, como diria Pessoa, de deixar de "ficar à margem de mim mesma" e, no meio da licensa maternidade começa a ser inevitável pensamentos do que virá depois.
São duas forças que puxam contrárias: a roupa pequena e apertada pedindo para ser doada e um caminho longo e ensolarado, porém desconhecido.

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